terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Discurso na 2ª Sessão Ordinaria, dia 06/02/2013

Segue discurso realizado na 2ª sessão Ordinária, dia 06 de Fevereiro de 2013.


O SR. PRESIDENTE (José Américo - PT) - Tem a palavra o nobre Vereador Coronel Telhada.


O SR. CORONEL TELHADA (PSDB) - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, em primeiro lugar agradeço pela maneira que V.Exa. nos recebeu nesta Casa, uma maneira honrada, uma maneira cavalheiresca e pelo apoio que tem nos dado até o presente momento.

Cumprimento todos os companheiros, excelentíssimos vereadores; todos os presentes; todos que nos assistem pela TV Câmara São Paulo.

É um prazer estar entre V.Exas. e motivo de muito orgulho. Após 33 anos servindo a Polícia Militar de São Paulo fomos para a reserva e como o próprio Vereador Marquito disse que foi convidado por amigos, em nosso caso amigos também nos procuraram e propuseram que saíssemos na luta pelo bem das pessoas, como fizemos ao longo desse ano - eu, Coronel Camilo, Capitão Conte Lopes, enfim, todos que viveram nossa vida pública - e aceitamos esse desafio. Graças ao trabalho dos amigos, colaboradores e graças aos quase 90 mil votos chegamos a esta Casa com a missão de continuarmos lutando pela população de São Paulo. Agradeço isso, primeiramente, a Deus, pela saúde que nos deu; à minha família, minha esposa Ivânia e minha mãe Eleusa, a meus filhos, amigos, pessoal da Igreja - para quem não sabe, sou evangélico, pertenço à Congregação Cristã no Brasil; aos irmãos da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana que nos apoiaram.

Então, é motivo de grande júbilo estar com todos.

Quero, também, dizer que nosso gabinete está de portas abertas para aqueles que precisarem de nós, porque como hoje servidores da população, de nada nos valeria tudo isso se não pudéssemos servir a quem nos elegeu e a todos os cidadãos paulistanos.

Falar depois de tantas pessoas íntegras, que têm uma postura bem localizada na política é complicado, mas quero falar, neste primeiro discurso que faço perante V.Exas, com relação à questão da segurança na cidade de São Paulo. Quando aqui cheguei, conversei com o Sr. Presidente acerca da própria segurança da nossa Casa. Muitas pessoas nos acusaram de não gostar da democracia. Ao contrário, por gostarmos muito da democracia e das pessoas, nos preocupamos com a segurança, como acabou de narrar o Capitão Conte Lopes. Nós nos preocupamos até demais com as pessoas.

Dentro de um Estado ordeiro e de direito, as cautelas têm de ser tomadas, porque muitas pessoas não gostam da ordem, aliás, querem a desordem para se prevalecer disso. Então, um dos nossos primeiros pedidos à Presidência foi quanto à segurança da Casa, no que fomos atendidos galantemente pelo nosso Presidente.

Não poderia deixar de citar também, apesar de vir logo após o Capitão Conte Lopes, com quem fiz o discurso, o terrível problema que São Paulo enfrenta. Ontem, o nobre Vereador Ricardo Young falou sobre a situação da cracolândia, um problema suprapartidário, ou seja, independe de partido político. Tive o prazer de comandar a Rota, por dois anos comandei o 7º Batalhão, justamente a área central de São Paulo, e vivemos diretamente o problema da cracolândia, que é sério e precisa ser debatido por nossa Casa para que possamos dar um retorno para a população.

Durante a campanha, fomos procurados por várias pessoas; no Facebook recebemos, diariamente, inúmeros pedidos - e o próprio Vereador leu alguns há pouco - de pessoas que não aguentam mais a desordem na cidade de São Paulo. Estamos propondo - primeiro documento a dar entrada nesta Casa - a criação de uma Frente Parlamentar de Segurança Municipal. Convido todos a nos ajudar, para que juntos resolvamos esse problema. É impossível o cidadão de bem dormir na periferia de São Paulo, de sexta para sábado, e às vezes em véspera de feriado; o cidadão ordeiro e trabalhador não pode descansar devido à desordem urbana que impera na nossa Cidade.

Nossa proposta não é, de maneira alguma, acabar com qualquer segmento de música, porque muitos criticam os bailes funk, mas o problema são os chamados pancadões. Esse é um problema sério. Convidamos algumas pessoas da Liga do Funk para nos acompanhar nessa luta, porque as pessoas que estão interessadas numa solução são justamente as que vivem do funk, pois também estão sendo prejudicadas, estão deixando de receber pela sua obra e estão sendo criticados como criminosos que não são. Temos de separar o joio do trigo. Aqueles que são honestos e trabalham terão nosso apoio. Aqueles que são criminosos e usam esses pancadões para fazer sexo ao vivo, venda de drogas, armamento, crime e apedrejam a viatura de rádio patrulha que chega ao local devem ser combatidos.

E já há leis para, não precisamos criar mais nada. As leis existem e cabe a nós, como legisladores, pedir, exigir o cumprimento dessas leis. Não precisamos criar nada, basta que nos unamos para exigir o cumprimento da lei pela Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana, da Prefeitura, e tenho certeza de que, se estivermos juntos nessa luta, irmanados, independente de partido político, conseguiremos um ótimo resultado para a cidade de São Paulo.

Temos visto algumas matérias dizendo que a Câmara Municipal está desacreditada e nossa obrigação é mostrar que isso não é verdade. Estamos atentos aos problemas da Cidade, queremos resolvê-los, mas para isso concito, neste nosso primeiro discurso, que todos estejamos unidos. Vamos lutar pelo bem da Cidade, contra as pessoas que não querem a paz e a tranquilidade. Tenho certeza de que, se assim o fizermos, seremos exemplos para outras cidades do país.

Para isso gostaria de contar com o apoio de todos os senhores, pessoas tão íntegras e que têm demonstrado ser verdadeiros líderes e dirigentes em suas comunidades. Juntos venceremos e traremos paz para a cidade de São Paulo.

Muito obrigado.
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